segunda-feira, 9 de maio de 2011

Lya Luft

Uma coisa foi salva da Veja dessa semana: o artigo da Lya Luft sobre estrangeirismos e a língua portuguesa. Brilhante. E o trechinho final:

"Línguas altamente civilizadas usam 'estrangeirismos' livremente, sem culpa nem preconceito, como fator de expressividade. Isso nem as humilhou, nem as perverteu: ficaram enriquecidas. Nós é que precisamos lutar contra uma onda terceiro-mundista, uma postura de inferioridade que nos faz gastar energias que poderiam ser aplicadas em algo urgente como um orçamento vinte vezes maior para a educação do nosso povo."

Sem mais.

domingo, 8 de maio de 2011

Ana C.



"Vacilo da vocação

Precisaria trabalhar - afundar -
- como você - saudades loucas -
nesta arte - ininterrupta -
de pintar -

A poesia não - telegráfica - ocasional -
me deixa sola - solta -
à mercê do impossível -
- do real."

Ana Cristina César. A teus pés.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sylvia Plath



Sabe quando você lê um poema imenso e vê que a última estrofe é a mais linda? Pois é. Últimos versos de "The Jailor", Sylvia Plath:

"That being free. What would the dark
Do without fevers to eat?

What would the light
Do without eyes to knife, what would he
Do, do, do without me."

terça-feira, 3 de maio de 2011

@cantodosaber

Acompanho no twitter o @cantodosaber e sempre tem alguma coisa bonitinha pra gente ler. Como isto:

"Que arriscado e conturbante é a gente se tirar das solidões fortificadas."
Guimarães Rosa

domingo, 1 de maio de 2011

Títulos

Títulos de livros me chamam a atenção - para o bem e para o mal. Tenho dois favoritos:

"The particular sadness of lemon cake" de Aimee Bender (que eu já falei há alguns meses)

e

"For the relief of unbearable urges" de Nathan Englander

E vocês, caros 6 leitores, algum título favorito?

sábado, 30 de abril de 2011

Final de carta



No final de uma carta para o amigo Régis, Leminski encerra assim:

"me fale
me escreva
me ame

do teu
Leminski"

Achei lindo, e honesto. E com muita atitude. Atitude - uma das minhas palavras favoritas.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Paul Theroux

Paul Theroux escreveu um texto lindo para o New York Times chamado "why we travel". É só clicar aqui. Não é um texto simples, mas muito, muito interessante. E há um trecho assim:

"As for the recognition of hard travel as rewarding, the feeling is mainly retrospective, since it is only in looking back that we see how we have been enriched."