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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Oprah

Tá, eu sou suspeita e tonta, mas tudo que a Oprah faz eu amo. Aqui um trechinho do novo livro dela que é uma compilação dos textos da revista.

"Several months later I received a package from my friend and mentor Maya Angelou - she'd said she was sending me a gift she'd want any daughter of hers to have. When I ripped it open, I found a CD of a song by Lee Ann Womack that I still hardly listen to without boohooing. The song, which is a testament to Maya's life, has this line as its refrain: When you ge the choice to sit it out or dance, I hope you dance."


Para a Adriana.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Wild


A Oprah fala e eu obedeço. Amo tudo dela (o programa que morro de saudade, a revista, etc.). Inclusive o Book Club e acho que todos os livros indicados têm um porquê, são bacanas e tudo mais. Clique aqui para ver mais informações de lá. 

Aí na semana passada estava na Cultura é vi "Wild - from lost to found on the Pacific Crest Trail." Eu geralmente não gosto de livros que contam essas histórias de pessoas que vão fazer caminhadas/trilhas/passar meses em um barco por causa de uma tristeza ou tragédia. Mas já que Oprah falou, eu obedeci. E estou amando. A autora fala diversas vezes o que carrega na mochila, o que se leva, o que se deixa, e quando ela foi falar de seus livros, ela disse o seguinte:

"It hurt to do it, but it had to be done. I´d loved books in my regular, pre-Pacific Crest Trail life, but on the trail, they´d taken on even greater meaning. They were the worlds I could lose myself in when the one I was actually in became too lonely or harsh or difficult to bear."


Lindo. 

A autora é Cheryl Strayed e já há entrevistas dela com a Oprah no site, mas ainda não quero dar rosto para a pessoa que estou lendo. Nem voz.

domingo, 16 de setembro de 2012

O movimento do tempo


"Sim: lembrar do que passou é perfeitamente humano e natural, mas, se você começa a querer que o tempo volte, e em consequência a fechar-se para o presente, aí começa também a correr o risco de sentir errado, começa a cair fundo e sem volta no círculo da frustração. Porque o que passou já rolou, não tem volta. Falo o óbvio tão óbvio que nem todo mundo vê. Ou se recusa a ver - tão mais confortável manter-se hipoteticamente nesse plano estável onde nada muda - e é então que começa a envelhecer. Envelhecer do mal, envelhecer na treva, sem esperança nem paciência para o novo. Que existe."

O novo existe sim. Feliz ano novo pra gente. Sem envelhecer na treva. 

Crônica publicada em 26 de novembro de 1986 (O Estado de São Paulo).



domingo, 9 de setembro de 2012

Novo e Estrela


Meus livros agora estão todos lindos ao meu redor. A prateleira de cima que vocês observam na foto está com os livros do doutorado. Lá pra baixo é poesia (os Leminski com os Leminski, Whitmans juntinhos e por aí vai) e outros que quero pertinho. E há mais um móvel ao lado deste e prateleiras ao lado e na minha frente enquanto escrevo. Uma foto só não pega todos os cantos...

E agora fico sentada e só viro a cadeira para as poesias. A gente fica feliz com tão pouca coisa.

E Estrela Ruiz Leminski:

"dentro de mim mora um monstro
um monstro que come pedra e arrasta correntes
um monstro que não dorme
que quando quer sair faz muito estrago
dizem que é parente daquele do lago
mas não tem ninguém que fale sua língua
já nasceu extinta
basta uma palavra e pronto
fica enfurecido o meu monstro
a um ponto que não tem quem demonstre
nunca vi uma raiva sem fundo
esse monstro
tem a fome do mundo."

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Livros e citação



KAFKA.

Hoje todas as minhas prateleiras e estantes vazias vão começar a ter seus livros de volta. As caixas sairão e eu vou pegar um por um, e lembrar de tudo de novo. Ou não lembrar, e ter surpresas. E para começar este lindo dia, a forte citação do Kafka que eu resumiria assim: precisamos daqueles livros que nos afetam DEMAIS. Que mexem, que nos fazem acordar e, que são, porradas internas.

 Bom feriado, amigos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sonhei que a neve fervia

A Fal é uma amiga. Uma amiga que conheci virtualmente há anos e que se tornou presente na vida. E nos encontramos, e vamos nos encontrar sempre e tudo mais. Ela agora é do elenco fixo da BK idiomas. Não é lindo? E leiam os livros da moça. Leiam. 


Um trecho:

"Tem horas que sim quer dizer não, que o tapete antiderrapante da cozinha escorrega, que o copo estava firme na sua mão, mas desliza e espatifa. Tem horas que o não quer dizer sim, que o salto prende no buraquinho da calçada (ao que tudo indica, eu me especializei em cair em caixas eletrônicos, craquelando mais e mais meu combalido joelho direito), que a gata branca não volta para casa nunca mais. E tem horas que o não quer dizer isso mesmo: não. Essas são as horas que mais doem."

Pois é.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Moby Dick


Não resisto e vou falar de novo embora já tenha falado váááárias vezes aqui sobre o início de livro mais lindo de todos os tempos. Sem dúvida é Moby Dick.

Comprei essa edição linda que vocês podem ver aí acima. Queria, um dia, ter este livro todo rabiscado com anotações mil, como a Fal tem. Aliás, este post é sem dúvida, para ela. Que sempre, sempre tem alguma coisa pra dizer. E da forma mais linda.

E um pedacinho:

"Whenever I find myself growing grim about the mouth; whenever it is a damp, drizzly November in my soul; whenever I find myself involuntarily pausing before coffin warehouses, and bringing up the rear of every funeral I meet; and especially whenever my hypos get such an upper hand of me, that it requires a strong moral principle to prevent me from deliberately stepping into the street, and methodically knocking people´s hats off - then, I account it high time to get to sea as soon as I can."

sábado, 26 de novembro de 2011

Whitman



"Cheguem-se a mim meus amantes e tomem o melhor que tenho...
A tarefa para mim ainda não está concluída... e para vocês?
Desanimavam-se os tipos frios, o cilindro e o papel úmido de tinta entre nós.
Vivo tão insatisfeito com papel e linotipos...
Preciso do contato com corpos e almas."

"Walt Whitman: a formação do poeta" de Paul Zweig.

Este Whitman da foto é aquele que fica olhando para mim enquanto estou aqui em casa. E é um amor.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Danuza



Felicidade é ler um livro da Danuza Leão. Ou suas crônicas. Tudo é bem escrito. Amo a ironia, o jeito de escrever, os exemplos, tudo. Recomendo sempre. Comecei ontem o "É tudo tão simples." Já dei várias gargalhadas. Parei de ler um pouco agora, porque - como todo que é bom - não quero que acabe.

sábado, 5 de novembro de 2011

Feliz

Hoje é um dia mais feliz. Depois de uns 3 anos sem discutir literatura na sala de aula, organizei um bate-papo na minha empresa sobre literatura americana. E foi tão bom discutir, rever autores, poemas e etc.

Agora estou pensando em organizar um book club ou um grupo de discussão para o ano que vem. Quem sabe?

O que seria da gente sem a literatura? Não é mesmo, Walt?

"I am the poet of the body and I am the poet of the soul."


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

+ Martin Luther King Jr.

Tenho um livro lindo de citações dele. E tantas coisas que quero colocar aqui. Mas vamos aos poucos:

"I have decided to stick with love. Hate is too great a burden to bear."

Boa semana, leitores queridos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mais Michael Sledge



Fiquei dois dias achando que não ia mais ter blog. Decidida não? Pois é. Li isso hoje e achei lindo.

"Then she read the dedication.

For Lota de Macedo Soares ...
To give you as much as I have and as much as I can,
The more I pay you, the more I owe you.

Camões, Elizabeth said.

Lota tried to speak. She couldn´t make any sound. She felt unbearably, painfully moved. She tried to speak again, and a sob burst from her. She wept, holding the book away so that her tears would not damage it."

Coisa linda.

sábado, 3 de setembro de 2011

Mais Estrela


sempre há
um luar

acimadessanoitenublada




Estrela Ruiz Leminski.
Sempre há.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Random



Peguei o "Caprichos e relaxos" que está na prateleira acima da minha pessoa, abri uma página e li o seguinte:

"dia
dai-me
a sabedoria de caetano
nunca ler jornais
a loucura de glauber
ter sempre uma cabeça cortada a mais
a fúria de décio
nunca fazer versinhos normais."

Ainda mais um dia para agosto acabar, né?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

3 anos

3 anos de blog hoje. Comecei em 03 de agosto de 2008. Eu não achava que ia conseguir escrever com no máximo poucos dias de intervalo, mas estou aqui sempre. Fico tão feliz. Pensei em colocar alguma poesia de um dos autores que gostamos ou outro texto ou sei lá. Mas não vou colocar nada em especial porque amo tanto estas pessoas que estão aqui comigo. Não vou escolher entre Whitman, Leminski, Lya Luft, Caio, Ana Cristina César, Alice Ruiz, Veríssimo, Hemingway, Dorothy Parker e a galera.


VIVA A LITERATURA!!

O que seria da gente sem ela?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Thx Thx



Acompanho este site há tempos e já falei dele aqui (além de estar aqui ao lado na "minha lista de blogs"). Agora o livro foi lançado. A coisa mais linda e fofa.

E a introdução - que começa com: Dear READER OF THIS BOOK - tem a seguinte frase:

"David Foster Wallace once said he believed that sincerity would be the next literary rebellion."

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Lya Luft

Uma coisa foi salva da Veja dessa semana: o artigo da Lya Luft sobre estrangeirismos e a língua portuguesa. Brilhante. E o trechinho final:

"Línguas altamente civilizadas usam 'estrangeirismos' livremente, sem culpa nem preconceito, como fator de expressividade. Isso nem as humilhou, nem as perverteu: ficaram enriquecidas. Nós é que precisamos lutar contra uma onda terceiro-mundista, uma postura de inferioridade que nos faz gastar energias que poderiam ser aplicadas em algo urgente como um orçamento vinte vezes maior para a educação do nosso povo."

Sem mais.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Teach us

Vários livros ao mesmo tempo. Estava sentindo falta daqui. Aí num deles:

"Teach us to care and not to care. Teach us to sit still."

Versinho de Ash Wednesday, de T.S. Eliot.

Voltando, né?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ânimo



Vocês devem lembrar que durante vários posts eu fico falando que são só os mesmos autores, as mesmas poesias, os mesmos zzzzzzzzzzzzzZzzzzzzz. Essa chatice toda que eu sempre falo. Mas eu ando tão animada agora com as coisas que ando lendo, que nem sei.

E Sophia diz isso (na Sorbonne, em dezembro de 1988) sobre poesia:

"Eu era de facto tão nova que nem sabia que os poemas eram escritos por pessoas, mas julgava que eram consubstanciais ao universo, que eram a respiração das coisas, o nome deste mundo dito por ele próprio.

Pensava também que, se conseguisse ficar completamente imóvel e muda em certos lugares mágicos do jardim, eu conseguiria, ouvir um desses poemas que o próprio ar continha em si."

Melhor explicação, não há.