O terror estampado
O terror estampido
O terror o terrar o aterrar
O terror de aterrar. Terror de decolar.
A decolagem do avião
A decolagem da mão
A decolagem do não.
O til. O tom. O Tao.
O transradar
O transrodar
O transformar
O trnasfoamor
O transmontar
O tremdescer
O subirtrem
Os trovões do espaço. Os trovões do espesso. Os trovões da espada.
As mãos do amanhecer. Os pés do anoitecer.
Os pais do amanhecer. As mães do anoitecer.
Tudo de bom que já foi dito sobre Walt Whitman e sua obra "Folhas da Relva" eu concordo. Por isso o nome deste humilde bloguinho que fala sobre literatura é uma homenagem ao grande poeta que, como disse Borges: "toma e não diz a ninguém a infinita decisão de ser todos os homens e escrever um livro que seja todos".
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domingo, 8 de novembro de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Reflexão número 1
Ninguém sonha duas vezes o mesmo sonho
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio
Nem ama duas vezes a mesma mulher.
Deus de onde tudo deriva
É a circulação e o movimento infinito.
Ainda não estamos habituados com o mundo
Nascer é muito comprido.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
O amor sem consolo
Primeira parte do poema:
Não quero me livrar de ti
Só não te perdoo porque não me dás a amargura absoluta
Não tens o poder de me extinguir com um gesto, um olhar
E a minha esperança e o meu desespero
Não estão fundados em ti.
Antes de eu te conhecer Deus já me havia marcado
Não és meu punhal nem meu bálsamo
Não sou mais que um rejeitado de Deus, de ti - e de mim.
Talvez eu ame em ti o que tens parecido comigo.
Não quero me livrar de ti
Só não te perdoo porque não me dás a amargura absoluta
Não tens o poder de me extinguir com um gesto, um olhar
E a minha esperança e o meu desespero
Não estão fundados em ti.
Antes de eu te conhecer Deus já me havia marcado
Não és meu punhal nem meu bálsamo
Não sou mais que um rejeitado de Deus, de ti - e de mim.
Talvez eu ame em ti o que tens parecido comigo.
sábado, 27 de dezembro de 2014
Murilo Mendes
O que eu sabia de Murilo Mendes há semanas? Nada. Comprei, então, este livro. Quanta surpresa boa ainda nessa vida, não?
A marcha da história
Eu me encontrei no marco do horizonte
Onde as nuvens falam,
Onde os sonhos têm mãos e pés
E o mar é seduzido pelas sereias.
Eu me encontrei onde o real é fábula,
Onde o sol recebe a luz da lua,
Onde a música é pão de todo dia
E a criança aconselha-se com as flores,
Onde o homem e a mulher são um,
Onde espadas e granadas
Transformaram-se em charruas,
E onde se fundem verbo e ação.
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