Mostrando postagens com marcador Murilo Mendes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Murilo Mendes. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de novembro de 2015

Metamorfoses (6)

O terror estampado
O terror estampido

O terror o terrar o aterrar
O terror de aterrar. Terror de decolar.

A decolagem do avião
A decolagem da mão
A decolagem do não.

O til. O tom. O Tao.

O transradar
O transrodar
O transformar
O trnasfoamor
O transmontar
O tremdescer
O subirtrem

Os trovões do espaço. Os trovões do espesso. Os trovões da espada.

As mãos do amanhecer. Os pés do anoitecer.
Os pais do amanhecer. As mães do anoitecer.


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Reflexão número 1

Ninguém sonha duas vezes o mesmo sonho
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio
Nem ama duas vezes a mesma mulher.
Deus de onde tudo deriva
É a circulação e o movimento infinito.

Ainda não estamos habituados com o mundo
Nascer é muito comprido.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O amor sem consolo

Primeira parte do poema:

Não quero me livrar de ti
Só não te perdoo porque não me dás a amargura absoluta
Não tens o poder de me extinguir com um gesto, um olhar
E a minha esperança e o meu desespero
Não estão fundados em ti.
Antes de eu te conhecer Deus já me havia marcado
Não és meu punhal nem meu bálsamo
Não sou mais que um rejeitado de Deus, de ti - e de mim.
Talvez eu ame em ti o que tens parecido comigo.


sábado, 27 de dezembro de 2014

Murilo Mendes

O que eu sabia de Murilo Mendes há semanas? Nada. Comprei, então, este livro. Quanta surpresa boa ainda nessa vida, não?



A marcha da história

Eu me encontrei no marco do horizonte
Onde as nuvens falam,
Onde os sonhos têm mãos e pés
E o mar é seduzido pelas sereias.

Eu me encontrei onde o real é fábula,
Onde o sol recebe a luz da lua,
Onde a música é pão de todo dia
E a criança aconselha-se com as flores,

Onde o homem e a mulher são um,
Onde espadas e granadas
Transformaram-se em charruas,
E onde se fundem verbo e ação.