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terça-feira, 8 de março de 2016

Sempre minha poeta - Alice Ruiz S

dias e dias
espio palavras
persigo letras

com sorte
saco mais rápido 
pego todas distraídas

tiro as que riem
as que conversam


as outras
vadiam




sábado, 24 de outubro de 2015

Alice

Uma coisa bonita para este sábado:

a noite
mais longa
dessa vida

no céu
o cometa passa
na terra
meu pensar te abraça

você
irmão
filho
amigo

não está
mas fica
enfim
comigo




segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Haikai

Novo livro da Alice Ruiz.


"aconchegados
entre a novela e o novelo
pontos sem nó"



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Curtinho da Alice Ruiz S

minha estrela guia
desvia
e me atropela


domingo, 8 de março de 2015

Agora a mãe

"na esquina da consolação 
com a paulista
me perdi de vista
virei artista
equilibrista
meio mãe
meio menina
meio meia-noite
meio inteira
inteiramente alheia
toda lua cheia"

No post anterior: a filha.


No post anterior: a filha.

domingo, 9 de novembro de 2014

Mais um pouco de Alice

antes que eu te deixe
deixa eu dar um gole em você
ficar de porre até o verão

deixe uma dúzia de carinho
do mais terno
que dure todo o inverno

me conte um sonho
vou sonhar no outono

depois me deixe ir
se puder me espera
volto quando acabar
a primavera


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Não deixa fugir a vida.

Acho que este é um dos meus livros de poesia favoritos. De autor vivo com certeza é. Por que todo mundo morre?


E Alice Ruiz:

"contar uma história de amor
por o fim pelo meio
um começo que não veio
nenhuma rima com or

cantar como quem resiste
resistir como quem deseja
meu versejar seja
o riso que te visite
a brisa que te festeja

não
tristeza não
essa é quando
a alma veste luto
e já não luta

peleja sim
coração
em busca da beleza

corre anda rasteja
só não deixa fugir
a vida que te beija"

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Alice


Amo todos os poemas deste livro. Já reproduzi quase o livro inteiro por aqui. Cada coisa linda assim:

"nesta vida
não vai dar
pra definir 
paixão

tantas são
de cada um
a lida
entre as idas
e vindas 
do meu coração"


domingo, 29 de julho de 2012

Alice Ruiz


Drumundana


"e agora Maria?


o amor acabou
a filha casou
o filho mudou
teu homem foi pra vida
que tudo cria
a fantasia
que você sonhou
apagou 
à luz do dia


e agora Maria?
Vai com as outras
vai viver 
com a hipocondria."




domingo, 20 de novembro de 2011

Alice Ruiz



"de que seda

é tua pele?

de que fogo
minha sede?



de que vida
tua vinda?

pedaço que padeço
sonho que teço


que jogo
nos vence?

cedo

mais cedo

do que penso."


Dois em um. Página 41.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

"só fico feliz
quando me encontro comigo
mas é tão ambíguo"

Alice Ruiz.

Boa semana, queridos!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tá bom



OK. Fui pegar o livro da Alice Ruiz que amo. Todas as páginas anotadas já estão aqui, menos uma. É um poema lindo. Revejo meus conceitos sobre poemas de amor, tudo bem.

SE

se por acaso
a gente se cruzasse
ia ser um caso sério
você ia rir até amanhecer
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso
de noite uma farra
a gente ia viver
com garra

eu ia tirar de ouvido
todos os sentidos
ia ser tão divertido
tocar um solo em dueto

ia ser um riso
ia ser um gozo
ia ser todo dia
a mesma folia
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
era remédio

daí vá ficando por aí
eu vou ficando por aqui
evitando
desviando
sempre pensando
se por acaso
a gente se cruzasse...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Twitter

Do twitter da Alice Ruiz:

"Sei que me encontro sozinho.
Sei também quando me acho.
Sei tudo o que você acha.
O buraco é mais embaixo."

@alice_ruiz

Bom final de semana, queridos.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Alice Ruiz

Eu sigo Alice Ruiz no twitter... e aí a gente tem surpresas tão legais. Assim:

"Perdas, pedras, penas que conseguem represar meu rio"


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sempre esqueço

Eu sempre penso: já postei o poema X aqui; já coloquei o poema Y também, aí vou ver e não. Ou tenho certeza que não e é sim. Mente prega peças.

"para onde foram
lembranças que esquecemos
coisas
que
nunca
chegaram
a
ser?
"

A partir da palavra "coisas" o poema vai descendo como se fosse uma escada. Cada palavra numa linha e mais pra frente. Não consegui tal efeito. Mas o efeito do poema tá aí. Onde? Onde?

Alice Ruiz S. dois em um. página 54.

domingo, 2 de maio de 2010

Falando em sonho

tua voz
volta em sonho
volto solta
para a vida

a voz me falta

acordada
é esse sono
sem volta

Alice Ruiz. Dois em Um. Página 43.

Boa semana, minha gente.

sábado, 6 de março de 2010

Alice

Tinha certeza que este poema já estava o blog. Fui procurar, não estava. AMO.

"ainda me viro
e me vejo
pronta a te chamar
a te contar que aprendi hoje
coisas que voê soube

ainda te vejo
em cada bicho
em cada pensamento
me surpreendo olhando
com teus olhos de pesquisa
e o que vejo
vira beleza

ainda de sinto
em tudo que permanece
como se tua pressa
da vida que se extingue
ficasse um pouco em tudo
ainda"

Alice Ruiz S. Dois Em Um. página 93.
Bom fim de semana, queridos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Segunda

longe hoje
você me quer pra ontem
e só vem amanhã

Alice Ruiz. dois em um. p. 53

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Cheguei

Ainda tô meio tonta (ou sempre fui) mas cheguei. Horários meio blá. Arrumei tudo. Não consigo mais dormir. Acelarada. Parece que 2010 começou em 2008. Trabalho em NY é a coisa mais intensa ever. E BK idiomas vai bombar.

E Alice:

já não temo os fantasmas
invoco a todos
que venham em bando
povoar meus dias
atormentar minhas noites

entre tantos
loucos e livres
existe um
que é doce
e que me falta

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Alice Ruiz - Prêmio Jabuti de poesia

"tem palavra
que não é de dizer
nem por bem
nem por mal
tem palavra
que não é de comer
que não dá pra viver
com ela
tem palavra
que não se conta
nem prum animal
tem palavra
louca pra ser dita
feia bonita
e não se fala
tem palavra
pra quem não diz
pra quem não cala
pra quem tem palavra
tem palavra
que a gente tem
na hora H
falta"

página 193 - Dois em Um

Impressionante, às vezes a gente tem palavra até demais, às vezes falta mesmo. Não é? Ou eu é que viajo?