quarta-feira, 13 de abril de 2011

A alma imoral

Tanto tempo sem falar dela, não é mesmo? A peça está em cartaz em São Paulo novamente.

E na página 59:

"O corpo é o responsável por uma intrincada rede de negociações psíquicas para que possamos nos preservar tal como somos. No entanto, fizeram com que acreditássemos que ele nos tenta constantemente com seus desejos. É a alma que fica inconformada com os sacrifícios vazios do corpo e é ela a responsável pelos atrevimentos, ousadias, riscos e transgressões."

Nilton Bonder.

Sem mais.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Twitter poético

Li no @quotable poets, que eu sigo no twitter:

"I never think of the future - it comes soon enough".
Do Coleridge. É só clicar aqui pra saber quem ele é...

sábado, 9 de abril de 2011

Poeta

Hoje ouvi que Leminski dizia que "o poeta é aquele que lê". Será que somos todos nós?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O novo 2


Acabei de ler o livro que citei abaixo. Vale. Meio pesado, mas vale. Gosto de textos construídos como Michel Laub construiu o dele.


E comecei a ler este. Todo mundo conhece Patti Smith e Robert Mapplethorpe, não? Quem não conhece ela - clique aqui, quem não conhece ele - clique aqui. E não entendi o porquê, mas o livro saiu primeiro em português e só depois de algumas semanas o original chegou.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O novo


Às vezes a gente descobre coisas muito interessantes com autores brasileiros contemporâneos, né? Pois é. Estou lendo este livro (no momento, bem no meio). E muito feliz com a descoberta...

domingo, 3 de abril de 2011

Adélia Prado e Caio

Está lá no livro de cartas do Caio. Já tinha visto também na internet. Mas hoje resolvi escrever:

"quarenta anos
não quero a faca nem o queijo
quero a fome"

Adélia Prado

Não tenho quarenta anos (ainda), mas também quero.

Boa semana, leitores.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cheiro



Quem me conhece sabe como sou com cheiros. Algo impressionante. Cheiros me trazem lembranças mil mas também enxaqueca. E li na seguinte crônica do Nelson Rodrigues:

"Que idade teria eu? Eis o que me pergunto - que idade teria eu? Um ano, um ano e pouco, sei lá. Ou menos, talvez menos. Minha família morava diante do mar. Mas o mar, antes de ser paisagem e som, antes de ser concha, antes de ser espuma - o mar foi cheiro. Há ainda um cavalo na minha infância profunda. Mas também o cavalo foi cheiro. Antes de ser uma figura plástica, elástica, com espuma nas ventas - o cavalo foi aroma como o mar."

Tanta coisa é cheiro.

Trecho de uma crônica publicada em 17/02/1967.