terça-feira, 3 de julho de 2012

Otto Lara Rezende


Comprei as crônicas do Otto Lara Rezende - Bom dia para nascer - no começo do ano e ainda não li tudo. Muita leitura desde então até agora. Olha... se eu contasse tudo que leio eu ia ser inteditada. Sério. Mas... que coisa linda é você ver como este povo escrevia. Que coisa linda. 

Início de "As bodas e o bode" de 12 de março de 1992. 

"Como se diz hoje em dia, são dois casais emblemáticos. Ou eram. Todo cuidado é pouco com o tempo do verbo, quando se trata de casal. Agora é, daqui a pouco já era. O que não impede que na separação floresça uma aliança de boa amizade. Ex-marido e ex-mulher vivem então em perfeita harmonia. Não apenas entre artistas, pessoas excêntricas. Ou gente famosa, colunáveis que são notícia e nunca saberemos por quê. Nem nós nem eles.

Casal era antes sinal de harmonia, pelo menos no dicionário. Tempestuosa era a separação, sobretudo se o matrimônio se confundia com o patrimônio. Havia também, e ainda há, o casal unido por um recíproco rancor. É um sentimento humano entre humanos. E muito forte. A proximidade cria essa espécie de ferrugem das almas. Ou dos corações. Amor e ódio podem ser irmãos siameses e vivem sob o mesmo teto. Hoje, o emblema do mundo é a instabilidade."

Escreveu com períodos curtos? Me apaixono imediatamente.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Voltei

Whitman está aqui ao meu lado o tempo todo e foi a inspiração inicial para o nome deste blog. Acho que com ele, tenho que voltar. Volto também pela Fal que no sábado ministrou o curso mais lindo na minha empresa. Ela me fez ter vontade de voltar para cá também, sem dúvida.

Tanta coisa pra mostrar porque tantos livros aconteceram de dezembro até aqui. Vamos aos poucos, mas sempre.

E Whitman disse o seguinte:

"Escuta, não dou lições nem esmolas,
Quando me dou, é por inteiro.

E você, impotente, de pernas bambas, tire o lenço da boca pra que eu sopre em você um pouco de brio,
Abra a mão e levante a aba dos bolsos,
Você não tem como me recusar... eu intimo... tenho reservas de sobra pra gastar,
E dou todas pra você."

Ele era gentileza e liberdade. Pra mim, coisas essenciais.

Fiquem aqui comigo.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tempo

Acho que o blog vai dar um tempo. Acho. Talvez volte em poucos dias. Ou não.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sem Ana, Blues.



Trecho do conto do Caio F. Abreu:

"Entre aquele quando e aquele depois, não havia nada mais na minha cabeça nem na minha vida além do espaço em branco deixado pela ausência de Ana, embora eu pudesse preenchê-lo - esse espaço branco sem Ana - de muitas formas, tantas quantas quisesse, com palavras ou ações. Ou não-palavras e não-ações, porque o silêncio e a imobilidade foram dois dos jeitos menos dolorosos que encontrei naquele tempo, para ocupar meus dias, meu apartamento, minha cama, meus passeios, meus jantares, meus pensamentos, minhas trepadas e todas essas outras coisas que formam uma vida com ou sem alguém como Ana dentro dela."

O conto foi publicado em "Os dragões não conhecem o paraíso", mas eu li no "Caio 3D: o essencial da década de 1980".

domingo, 11 de dezembro de 2011

Novo livro!





Olha o que eu achei em Buenos Aires. Não é demais?

E algumas poesias do Leminski em espanhol ficam tãããão legais... logo mais coloco.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Frase

Comprei uma caixinha de marcadores de livro e nela estava escrito o seguinte:

"One good book a day, keeps stupidity away."

Fofinho!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Martin Luther King Jr.


"Nothing in all the world is more dangerous than sincere ignorance and conscientious stupidity."


Excelente. Do livro: Quotations of Martin Luther King, Jr. Applewood Books.