quarta-feira, 3 de março de 2010

Mario Quintana (1906-1994)



O que sei eu sobre Mario Quintana? Nada. Quase nada. Ganhei um livro uma vez e vou procurar hoje quando chegar em casa. Fora isso - só curiosidade.

EMERGÊNCIA

"Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
-para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado."

2 comentários:

Veneranda Pedroza disse...

Estava mesmo faltando ele por aqui!!
Amo Quintana! Sua figura doce, seus poemas cotidianos, seu humor infantil ou ferino, sua genialidade e simplicidade, enfim.
E para pegar o gancho do Leminski do post anterior, aí vai:

NOS SALÕES DO SONHO

Mas vocês não repararam, não?!
Nos salões do sonho nunca há espelhos...
Por quê?
Será porque somos tão nós mesmos
Que dispensamos o vão testemunho dos reflexos?
Ou, então
- e aqui começa um arrepio -
Seremos acaso tão outros?
Tão outros mesmos que não suportaríamos a visão daquilo,
Daquela coisa que nos estivesse olhando fixamente do outro lado,
Se espelhos houvesse!
Ninguém pode saber... Só o diria
Mas nada diz,
Por motivos que só ele conhece,
O misterioso Cenarista dos Sonhos!


[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]

Quintanares!

Bjos

Andréa disse...

Oi querida,
Que coisa bonita...
beijos!!