Rondó do Capitão
"Bão balalão,
Senhor capitão,
Tirai este peso
Do meu coração.
Não é de tristeza,
Não é de aflição:
É só de esperança,
A aérea esperança...
Aérea, pois não!
- Peso mais pesado
Não existe não.
Ah, livrai-me dele,
Senhor capitão!"
Escrito em 8 de outubro de 1940.
Obs - quarta é um dia estranho, né?
Tudo de bom que já foi dito sobre Walt Whitman e sua obra "Folhas da Relva" eu concordo. Por isso o nome deste humilde bloguinho que fala sobre literatura é uma homenagem ao grande poeta que, como disse Borges: "toma e não diz a ninguém a infinita decisão de ser todos os homens e escrever um livro que seja todos".
quarta-feira, 24 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Gaturro e eu

Descobri o Gaturro quando fui pra Buenos Aires em 2006. Amei. Ele é tipo um Garfield mais alguma coisa. Não sei definir muito. Já há traduções em português.... mas em espanhol é demais....
Deixem tudo que estão fazendo neste momento e dirijam-se ao site djá:
http://www.gaturro.com/
Obs - eu estou melhorando.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Manuel Bandeira (1886-1968)

Vamos parar com essa coisa nervosinha da minha parte e voltar, né? As coisas (aparentemente) estão entrando nos eixos neste final de semestre.
Hoje entrei numa livraria/papelaria aqui perto e reparei naquela coleção da L&PM Pocket... tenho vários, mas me dei conta que em casa não há NENHUM livro do Manuel Bandeira. Falha terrível né, Dona Andréa? Mas cá estou eu me redimindo com Poética:
Hoje entrei numa livraria/papelaria aqui perto e reparei naquela coleção da L&PM Pocket... tenho vários, mas me dei conta que em casa não há NENHUM livro do Manuel Bandeira. Falha terrível né, Dona Andréa? Mas cá estou eu me redimindo com Poética:
"Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto
[expediente protocolo e manifestações de apreço
[ao sr. diretor
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no
[dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
[de si mesmo.
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do
[amante exemplar com cem modelos
[de cartas e diferentes maneiras
[de agradar às mulheres, etc.
Quero o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação."
Nem eu.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Mais Caio F.
"Então eu te disse que me doíam essas esperas, esses chamados que não vinham e quando vinham sempre e nunca traziam nem a palavra e às vezes nem a pessoa exatas. E que eu me recriminava por estar sempre esperando que nada fosse como eu esperava, ainda que soubesse".
Caio Fernando Abreu
Eu juro que essa minha fase vai passar logo.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Para o Bruno
Bruno querido, eu estarei sempre aqui (assim pretendo) e sempre também perto de você. E o semestre está acabando. Depois te conto detalhes da vida.
E um haicai escrito por um poeta japonês no século XVI vai pra você (devidamente traduzido para o inglês):
everything that was
has vanished from my aged heart
leaving not a trace
Obs - depois conto sobre a aquisição deste novo livrinho de haicais.
everything that was
has vanished from my aged heart
leaving not a trace
Obs - depois conto sobre a aquisição deste novo livrinho de haicais.
sábado, 13 de junho de 2009
José Paulo Paes e Poe

Acho que já peguei na mão umas 10 vezes o livro de poesias completas de José Paulo Paes e nunca comprei. Ontem mais uma vez isso aconteceu, mas li pela primeira vez o poema "A Edgar Allan Poe", que é este:
"Fecha-se um homem no quarto
E esquece a janela aberta.
Pela janela entra um corvo.
O homem se desconcerta.
Desconcertado, invectiva-o
De anjo, demônio, adivinho.
Pede-lhe mágicas, mapas,
Soluções, chaves, caminhos.
Mas, ave de curto vôo,
O corvo sorri de pena.
Murmura vagas palavras.
Não absolve, não condena.
Cala-se o homem, frustrado,
(o egocentrismo desgosta)
E, a contragosto, percebe
Que o eco não é resposta"
E esquece a janela aberta.
Pela janela entra um corvo.
O homem se desconcerta.
Desconcertado, invectiva-o
De anjo, demônio, adivinho.
Pede-lhe mágicas, mapas,
Soluções, chaves, caminhos.
Mas, ave de curto vôo,
O corvo sorri de pena.
Murmura vagas palavras.
Não absolve, não condena.
Cala-se o homem, frustrado,
(o egocentrismo desgosta)
E, a contragosto, percebe
Que o eco não é resposta"
José Paulo Paes traduziu muita coisa da obra de Poe. E eu concordo: o eco não é resposta.
Adorei a ilustração que é daqui: http://s3-external-1.amazonaws.com/wootsaleimages/Quoth_the_Raven22wDetail.jpg - que faz estampas de camiseta.
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