quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Grande Sertão


Em um post anterior eu disse que uma coisa que me marcou na Universidade (na área de literatura brasileira) foi Grande Sertão: veredas. Foi um semestre inteiro de análise da obra. E sempre volto para o livro que fica aqui pertinho de mim. Volto porque alguém fala dele em alguma aula minha, ou em alguma discussão, ou sempre. E volto quando quero ler de novo a morte do Diadorim. E lembro quando li a primeira vez e chorei.

Não tive "turma" porque na Puc escolhíamos os créditos que faríamos cada semestre. Mas algumas pessoas caminhavam juntas. A Eliane foi a amiga mais companheira e próxima sempre. E a gente se separa, encontra, separa, encontra e ainda bem que estamos no momento do "encontra".

Mas o que eu quero dizer é que meu livro está todo grifado e com as minhas anotações num papel separado, como eu sempre faço. E aí vai um trechinho para a Eliane, e para o Marcos, e para a Elaine e pra todo mundo que vai e volta (ainda bem!!).


"E, o pobre de mim, minha tristeza me atrasava, consumido. Eu não tinha competência de querer viver, tão acabadiço, até o cumprimento de respirar me sacava. E, Diadorim, às vezes conheci que a saudade dele não me desse repouso; nem o nele imaginar. Porque eu, em tanto viver de tempo, tinha negado em mim aquele amor, e a amizade desde agora estava amarga falseada; e o amor, e a pessoa dela, mesma, ela tinha me negado.Para quê eu ia conseguir viver? Mas o amor de minha Otacília também se aumentava, aos berços primeiro, esboço de devagar. Era."

Obs - o parágrafo acima está nas páginas 535, 536 da 27ª edição, de 1988 da Nova Fronteira.
Obs2 - a foto de Guimarães Rosa é do site: www.memorialdobrasil.com.br



7 comentários:

Maca disse...

O que seria "Grade" Sertão no título do post ?

Beijunda !

Macarrão !

Andréa disse...

Já está corrigido criatura.
Beijos

Elaine disse...

"E, o que mais foi, foi um sorriso. Isso chegasse? Às vezes chega, às vezes. Artes que morte e amor têm paragens demarcadas."

"Sede é a situação que é uma só, mesmo, humana de todos."

De tantas palavras, estas eu reli agorinha...

[]s, Elaine

Marcos disse...

"Tempo? Se as pessoas esbarassem, para pensar - tem uma coisa!: eu vejo é o puro tempo vindo de baixo, quieto mole, como a enchente duma água...Tempo é a vida da morte: imperfeição."

Ufa!

Beijos,

Andréa disse...

adorei as passagens escolhidas....

epborguetti disse...

Querida Andréa, meus olhos se encheram de lágrimas com o seu comentário e com as lembranças que vieram à tona. Também tenho este livro com as marcas da nossa época de PUC!
Obrigada pelas indas e vindas, obrigada pelo delicioso bate-papo de hoje, enfim, obrigada SEMPRE!

Andréa disse...

Querida Eliane, você sabe que te adoro e que estaremos sempre juntas!
Beijos