quinta-feira, 5 de março de 2009

Mais deles - Caio F.



Estou olhando para os livros nas prateleiras da minhas casa. Na maioria das vezes pego livros de pessoas que nunca coloquei aqui, mas não resisto aos favoritos/top hits/cream of the crop/best of the best..aquela coisa toda. ...

Os livros aqui acima (literalmente é só levantar os olhos de onde estou sentada) são aqueles que sempre volto: Emerson, Poe, Whitman, Sylvia, Capote, Twain, Leminski, Alice Ruiz, Caio F, Maya, cummings,.....

Então, um pouco mais do mesmo:


"Me veio um fundo desprezo pela minha/nossa dor mediana, pela minha/nossa rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu. Que imensa miséria o grade amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida.
Ai que dor: que dor sentida e portuguesa de Fernando Pessoa - muito mais sábio - que nunca caiu nessas ciladas. Pois como já dizia Drummond, "o amor car(o,a) colega esse não consola nunca de núncaras". E apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins".



Caio Fernando Abreu - O Estado de São Paulo, 08/07/1986
É o último trecho da crônica e está no livro "Pequenas Epifanias"

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