quinta-feira, 26 de março de 2009

learning

"That is what learning is. You suddenly understand something you´ve understood all your life, but in a new way."

Doris Lessing

Ou algo assim - a ficha demora pra cair, mas cai.

domingo, 22 de março de 2009

Sophya de Mello Breyner (1919-2004)


Não tenho vergonha de dizer que conheci a escritora portuguesa pela Maria Bethânia. Acho que foi no último show da cantora que prestei atenção nos versos que ela declamava.... aí depois fui ver quem era.... mas só. Não conheço quase nada... só alguns versinhos e dados de pesquisas bobas da internet. Mas da obra da Bethânia....eu falo uma outra hora....

Exílio

"Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncio e por renúncia

Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades"

terça-feira, 17 de março de 2009

Mais Harold Bloom - o crítico

Amanhã vou falar sobre literatura contemporânea em língua inglesa para uma de minhas turmas. E sempre tem um milhão de assuntos pra falar em 1 hora e 40. Mas tudo bem.

Anyway, sempre releio o que Harold Bloom fala... e sei que o assunto não é em si o que falarei amanhã, mas foi isso que me chamou a atenção (de novo):

"Borges atribuía tal universalismo à suposta magnanimidade de Shakespeare, mas a referida qualidade constitui uma grande metáfora do diferencial shakespeariano, diferencial esse que, ao final, é sua imensa força cognitiva. Sem perceber, frequentemente, lemos em busca de mentes mais originais do que a nossa."

É claro.

E preciso ler mais Borges e mais Shakespeare. Aliás, todos nós.

domingo, 15 de março de 2009

Nick Hornby (1957- )


Toda vez que vou pensar em um autor contemporâneo importante para mim, penso no Nick Hornby. Já li todos os livros, vi os filmes, enfim: adoro.

Acho que comecei quando vi o filme "Alta fidelidade" com o John Cusack... amei. E aí fui lendo tudo que ele escrevia "About a boy" (filme com Hugh Grant), "31 songs", "A long way down", "How to be good", e por aí vai...

Ontem comprei "Shakespeare wrote for money" que é uma coletânea dos textos que ele escreveu até setembro do ano passado na revista "The believer" sobre os livros que ele compra e "tem que ler" e a representação de tudo isso. Adoro o humor dele (inglês), a construção das frases, as personagens, e a honestidade.

Não sei como são as traduções dos livros, mas a criatividade do original não me deixa tentar.


O site oficial é este aqui: www.nickhornby.co.uk (que é da editproa Penguin...) e a foto foi tirada de: http://www.costabook.banjobray.com/images/online/Nick%20Hornby%202005%20-%20credit%20Stephen%20Hyde.jpeg

terça-feira, 10 de março de 2009

Walt Whitman - a formação do poeta



"Cheguem-se a mim meus amantes e tomem o melhor que tenho...

A tarefa para mim ainda não está concluída... e para vocês?
Desanimavam-me os tipos frios, o cilindro e o papel úmido de tinta entre nós.
Vivo tão insatisfeito com papel e linotipos...
Preciso do contato com corpos e almas.

Esta é a exigência especial que Whitman faz a seus leitores: a da presença íntima, como se o poema fosse o grito de um coração; não um texto, mas um abraço."



Paul Zweig, "Walt Whitman. A formação do poeta". Ed. Jorge Zahar.

obs 1 - Pelo que me consta, o livro está esgotado. Comprei um em um sebo há alguns meses....
obs 2 - desanima-me os tipos frios também.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Mais deles - Caio F.



Estou olhando para os livros nas prateleiras da minhas casa. Na maioria das vezes pego livros de pessoas que nunca coloquei aqui, mas não resisto aos favoritos/top hits/cream of the crop/best of the best..aquela coisa toda. ...

Os livros aqui acima (literalmente é só levantar os olhos de onde estou sentada) são aqueles que sempre volto: Emerson, Poe, Whitman, Sylvia, Capote, Twain, Leminski, Alice Ruiz, Caio F, Maya, cummings,.....

Então, um pouco mais do mesmo:


"Me veio um fundo desprezo pela minha/nossa dor mediana, pela minha/nossa rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu. Que imensa miséria o grade amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida.
Ai que dor: que dor sentida e portuguesa de Fernando Pessoa - muito mais sábio - que nunca caiu nessas ciladas. Pois como já dizia Drummond, "o amor car(o,a) colega esse não consola nunca de núncaras". E apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins".



Caio Fernando Abreu - O Estado de São Paulo, 08/07/1986
É o último trecho da crônica e está no livro "Pequenas Epifanias"

domingo, 1 de março de 2009

WW



"Olho para trás e vejo meus dias onde suei para atravessar o nevoeiro com lingüistas e debatedores,

Não ironizo nem argumento.... só testemunho e espero.

Acredito em você, minha alma .... o outro que sou não tem que se rebaixar pra você,
E nem você tem que se rebaixar pro outro.

Vadie na relva comigo.... solte o nó da garganta,
Nada de palavras música rima alguma.... nem bons-costumes ou sermões,
Só quero sua calma, o zunzum de sua voz valvulada."

Tradução de Rodrigo Garcia Lopes da "Canção de mim mesmo" dentro de Folhas....

Obs - Mari, estou aqui.